Bonequinha
tão lindinha, tão santinha,
tão putinha e delgadinha
minha linda bonequinha
estamos na era dos vulcões
ninguém sabe para onde vai
nem de onde vem a lava
aproveite, bonequinha
é a sua oportunidade
de estar no centro da acção
gosto muito desse top.
é a bandeira branca,
é a bandeira branca!
o forro deve igualmente ser lindíssimo
vamos,vamos, deixe ver como é por dentro..
possui todos os meios técnicos
rodopie, dê saltos e gritos de suor
se houver uma erupção, não fique alarmada
foi para isso que a menina foi chamada
disponho a meu belo prazer
de tudo o que você quer na vida
não quero pensar em nada
nem dizer coisas queridas
ocupe-se já das minhas feridas
Sabe que está numa cama de ferro
forjado nas minas do esquecimento
uma cama de família e única no género
uma cama que não a vai desapontar
enquanto esse silêncio se prolongar
agarre num bocadinho de pão
vá deixando migalhinhas pelo caminho
para saber voltar aqui, onde é bem tratada
onde lhe darei tudo o que tenho
quando voltar da casa de banho
seguem-se pedidos de perdão
com manifestações simbólicas
por um ou outro gesto mal feito
ela usa de toda a força e dedicação
para compensar a falta de imaginação
é divertido e interessante observar
esta ambiciosa criatura à procura de toca
estou farto, vou abordá-la antes de me deitar
ela precisa de saber com quem está a brincar
enquanto ela diz que sim ou se recusa
activando aquele corpo para uma meta
a minha vontade ou diz que não ou a usa
como se ela fosse uma simples bicicleta
nisto digo-lhe que ela foi simpática e vou dormir
mesmo que reze por ela, não há muito a pedir!
concluo ainda sobre esta brilhante atleta
uma boa secretária é sempre analfabeta!
Diogo de Mello Caiado in O Barão de Santorini, Lisciência 2002
tão putinha e delgadinha
minha linda bonequinha
estamos na era dos vulcões
ninguém sabe para onde vai
nem de onde vem a lava
aproveite, bonequinha
é a sua oportunidade
de estar no centro da acção
gosto muito desse top.
é a bandeira branca,
é a bandeira branca!
o forro deve igualmente ser lindíssimo
vamos,vamos, deixe ver como é por dentro..
possui todos os meios técnicos
rodopie, dê saltos e gritos de suor
se houver uma erupção, não fique alarmada
foi para isso que a menina foi chamada
disponho a meu belo prazer
de tudo o que você quer na vida
não quero pensar em nada
nem dizer coisas queridas
ocupe-se já das minhas feridas
Sabe que está numa cama de ferro
forjado nas minas do esquecimento
uma cama de família e única no género
uma cama que não a vai desapontar
enquanto esse silêncio se prolongar
agarre num bocadinho de pão
vá deixando migalhinhas pelo caminho
para saber voltar aqui, onde é bem tratada
onde lhe darei tudo o que tenho
quando voltar da casa de banho
seguem-se pedidos de perdão
com manifestações simbólicas
por um ou outro gesto mal feito
ela usa de toda a força e dedicação
para compensar a falta de imaginação
é divertido e interessante observar
esta ambiciosa criatura à procura de toca
estou farto, vou abordá-la antes de me deitar
ela precisa de saber com quem está a brincar
enquanto ela diz que sim ou se recusa
activando aquele corpo para uma meta
a minha vontade ou diz que não ou a usa
como se ela fosse uma simples bicicleta
nisto digo-lhe que ela foi simpática e vou dormir
mesmo que reze por ela, não há muito a pedir!
concluo ainda sobre esta brilhante atleta
uma boa secretária é sempre analfabeta!
Diogo de Mello Caiado in O Barão de Santorini, Lisciência 2002
